Em uma reunião realizada nesta quinta-feira (14) em Pequim, o presidente chinês, Xi Jinping, fez um aviso ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: “Se a questão de Taiwan não for gerida de forma adequada, poderemos nos encontrar em um cenário de conflito”.
No Grande Salão do Povo, Xi enfatizou que “Taiwan representa o ponto mais crítico nas relações entre China e EUA” e ressaltou que “se a situação for tratada com cautela, as interações entre as duas nações podem permanecer estáveis”.
Por outro lado, ele alertou que a falta de um manejo apropriado pode levar Pequim e Washington a uma “situação muito arriscada”, segundo informações da agência estatal Xinhua.
Apesar das tensões, o líder chinês expressou sua esperança de que 2026 se torne “o ano decisivo” para as negociações entre os dois países, afirmando que há mais semelhanças do que diferenças entre eles.
A discussão não se limitou apenas a Taiwan; os dois presidentes também abordaram “os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, além da situação na península coreana”, conforme informou o Ministério das Relações Exteriores da China.
Por sua vez, a Casa Branca não fez menção a Taiwan em seu comunicado oficial, focando apenas no diálogo positivo entre os líderes sobre questões econômicas e tópicos relevantes da política global.
Em uma declaração à NBC News, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que a posição dos EUA em relação a Taiwan permanece “inalterada” após as conversas entre Trump e Xi.
“Nossa política sobre o caso [Taiwan] não mudou”, declarou Rubio.
Ao evitar comentar sobre o alerta do presidente chinês em sua nota oficial, a Casa Branca se concentrou em outros temas debatidos durante o encontro, como a guerra no Irã.
“Ambos os lados concordaram sobre a importância de manter o Estreito de Ormuz aberto para assegurar o livre fluxo de energia.”
Xi também reiterou a oposição da China à militarização do Estreito e qualquer tentativa de impor tarifas ao seu uso. Ele manifestou interesse em aumentar as importações de petróleo americano como forma de reduzir a dependência chinesa dessa rota no futuro. Além disso, Washington destacou que Pequim concorda que “o Irã não deve adquirir armas nucleares”.
A Casa Branca informou ainda que Trump e Xi discutiram “a necessidade de fortalecer a cooperação econômica entre suas nações”, incluindo facilitar o acesso das empresas americanas ao mercado chinês e aumentar os investimentos chineses nas indústrias dos EUA.
Muitos líderes das maiores empresas dos Estados Unidos participaram parcialmente da reunião, incluindo Elon Musk, bilionário e ex-conselheiro de Trump.
Trump avaliou as negociações com Xi como “extremamente positivas e construtivas”, revelando também ter convidado o presidente chinês para uma visita a Washington em setembro.
A delegação americana permanecerá na China até sexta-feira (15).










