O mercado financeiro aumentou, pela sétima semana consecutiva, suas estimativas de inflação para o ano de 2026. Conforme indicado no Boletim Focus, a previsão é que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve como referência para a inflação no Brasil, encerre o ano em 4,86%.
Na versão anterior do boletim emitido pelo Banco Central, a expectativa era de que o IPCA ficasse em 4,80%, um valor já superior aos 4,31% projetados quatro semanas atrás.
Para os anos seguintes, as previsões do mercado são de 4% para 2027 e 3,61% para 2028.
No mês de março, a inflação oficial registrou uma alta de 0,88%, impulsionada pelos aumentos nos preços de transporte e alimentação, em comparação a 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado nos últimos 12 meses atingiu 4,14%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Taxa Selic
Para atingir a meta inflacionária, o Banco Central utiliza como principal ferramenta a taxa básica de juros, conhecida como Selic, atualmente fixada em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) da instituição.
A projeção atual do mercado indica que a Selic deve encerrar o ano em 13%, mesmo patamar estimado na semana anterior; no entanto, esse número é 0,5 ponto percentual superior às previsões feitas há quatro semanas (12,5%). As expectativas para 2027 e 2028 são taxas de Selic a 11% e a 10%, respectivamente.
Anteriormente fixada em 15% ao ano, a Selic alcançou seu nível mais elevado desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Entre setembro de 2024 e junho de 2025, a taxa foi elevada por sete vezes consecutivas.
PIB e Câmbio
<pQuanto ao Produto Interno Bruto (PIB), que representa todas as riquezas geradas no país, bem como ao câmbio, houve uma revisão para baixo dessas projeções em relação à semana anterior.
A expectativa é que a economia brasileira cresça 1,85% em 2026, valor ligeiramente inferior à previsão anterior de 1,86%. Para o ano de 2027, o crescimento do PIB está estimado em 1,80%. Quanto a 2028, projeta-se uma inflação de 2%, conforme apontado pelo Boletim Focus.
A cotação do dólar deve fechar o ano de 2026 em R$ 5,25, se as previsões do mercado se concretizarem. Na semana passada, o preço da moeda americana estava em R$ 5,30; há quatro semanas era de R$ 5,40.
No que diz respeito às expectativas para 2027 e 2028, prevê-se que o dólar seja cotado a R$ 5,35 e R$ 5,40, respectivamente.










