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Ipea projeta aumento de 1,8% no PIB para 2026

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a economia do Brasil deverá registrar um crescimento de 1,8% em 2023. Essa instituição é vinculada ao Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO).

A expectativa otimista para a taxa do Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma dos bens e serviços produzidos no país, leva em conta os impactos da guerra iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que gerou incertezas e um aumento significativo nos preços internacionais do petróleo.

Embora o Ipea reconheça que “o mundo vive um período de intensa tensão geopolítica desde o término da Guerra Fria [1947-1991]”, a entidade ainda enxerga “motivos para um otimismo moderado”, conforme destacado na Carta de Conjuntura nº 70, divulgada nesta quinta-feira (9).

O estudo observa: “A elevada incerteza no cenário internacional contrasta com a estabilidade relativa de algumas dinâmicas que têm caracterizado a economia brasileira nos últimos anos – especialmente o crescimento rápido e contínuo da renda disponível das famílias e o aumento do volume de crédito oferecido pelo sistema financeiro nacional”.

Conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que também está vinculado ao MPO e realiza o cálculo do PIB, o consumo das famílias, impulsionado pelo aumento real do salário mínimo, se apresenta como “um dos principais motores da economia” brasileira.

O crescimento mencionado no “crédito disponibilizado” pode facilitar investimentos privados, que também são considerados cruciais para o aumento do PIB.

Adicionalmente, além do consumo e dos investimentos, as despesas governamentais e a balança comercial também compõem a equação de crescimento do PIB.

Gasto e receita

O Ipea prevê que o governo manterá sua política fiscal sob um novo arcabouço, “caracterizada pela combinação entre aumento dos gastos públicos voltados para ações sociais e crescimento nas receitas públicas”. Esses gastos são diretamente influenciados pela política de valorização do salário mínimo e pela reindexação das despesas com saúde em relação à receita corrente líquida da União.

No que diz respeito ao comércio exterior, o instituto ressalta que ele se beneficiará de “políticas fiscais expansionistas”, impulsionadas por investimentos em inteligência artificial e por gastos com armamentos decorrentes do conflito no Oriente Médio.

O Ipea ainda ressalta que “a deflagração da guerra na Ucrânia [em fevereiro de 2022] não impediu que o comércio global crescesse 5,8%” naquele ano.

Quadriênios

No ano anterior, o Ipea acertou sua previsão de crescimento do PIB em 2,3%. Caso a projeção atual se concretize neste ano, espera-se que o total acumulado entre 2023 e 2026 atinja 10,7%, superando os dois quadriênios anteriores.

Nessa situação, esse resultado seria cinco pontos percentuais superior ao PIB registrado no quadriênio anterior (5,7% entre 2019 e 2022) e também 0,8 ponto percentual acima da soma total entre 2015 e 2018 (9,9%).

A expectativa do Ipea para o PIB em 2027 é um crescimento de 2%.

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