O governo do Rio Grande do Sul apresentou à Assembleia Legislativa um projeto de lei que visa aumentar em 5,35% o salário mínimo regional para o ano de 2026. A proposta foi protocolada na última sexta-feira (8) e está sujeita à aprovação dos deputados estaduais.
Na eventualidade de aprovação, o valor da primeira faixa do piso regional será elevado para R$ 1.884,75. Esse montante superaria o salário mínimo em Santa Catarina, que atualmente é de R$ 1.842, e também a proposta para São Paulo, fixada em R$ 1.874.
O reajuste sugerido leva em conta a correção pela inflação medida pelo INPC acumulado nos últimos 12 meses até abril e a variação do PIB gaúcho consolidada para 2023, que é de 1,3%.
Esse piso regional é aplicável às categorias de trabalhadores que não possuem convenções ou acordos coletivos estabelecidos.
Propostas divergentes nas negociações
A proposta apresentada pelo governo encontra-se em um ponto intermediário entre os percentuais solicitados por empregadores e centrais sindicais durante as negociações.
Os representantes do setor patronal iniciaram as conversas com uma sugestão de aumento de apenas 1,4%, correspondente ao INPC desde junho de 2025, mas posteriormente ajustaram essa oferta para 2,9%.
No início das discussões, as centrais sindicais reivindicavam um aumento de 15,98%. Porém, após uma reunião na Casa Civil, essa demanda foi reduzida para 10%.
Faixas salariais propostas
Caso o reajuste de 5,35% seja implementado, a primeira faixa terá um novo valor de R$ 1.884,75. A segunda faixa será ajustada para R$ 1.928,15.
A terceira faixa será elevada para R$ 1.971,89, enquanto a quarta faixa passará a ser de R$ 2.049,76. Já a quinta faixa, voltada para trabalhadores com formação técnica de nível médio, terá um novo valor de R$ 2.388,50.
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