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Trump anuncia iniciativa de paz e promete apoio à ONU

O líder dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou oficialmente nesta quinta-feira (22), em Davos, na Suíça, o lançamento do denominado “Conselho de Paz” para a Faixa de Gaza, uma iniciativa que ainda gera desconfiança por parte da comunidade internacional e não conta com representantes palestinos.

A cerimônia contou com a presença de vinte líderes que já aderiram ao projeto, como o presidente da Argentina, Javier Milei, e o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, levantando suspeitas de que o republicano pretenda criar uma espécie de ONU paralela subordinada a ele mesmo.

“Estamos empenhados em desmilitarizar e governar bem em Gaza. Por isso lançamos o Conselho da Paz, será algo maravilhoso de se testemunhar. Uma vez que o conselho estiver completo, vamos trabalhar em conjunto com as Nações Unidas”, afirmou Trump, crítico ferrenho da ONU e que já rompeu com diversas de suas instituições.

“Eu sempre disse que as Nações Unidas têm um enorme potencial, mas não o utilizam. Estamos diante de uma grande oportunidade para encerrar décadas de sofrimento e guerra com uma paz gloriosa para toda a região”, acrescentou.

A iniciativa surge da frustração do presidente dos EUA por não ter sido laureado com o Prêmio Nobel da Paz, apesar de reivindicar ter encerrado oito conflitos ao redor do mundo. Diversos líderes foram convidados para o conselho e, de acordo com a Casa Branca, 35 já confirmaram adesão.

Na Europa, países como França, Noruega e Suécia rejeitaram o convite, enquanto Alemanha, Itália e Reino Unido veem o projeto com desconfiança e não participaram da cerimônia em Davos. Brasil, China e Rússia também estão hesitantes em aderir. Outro convidado é o papa Leão XIV, que ainda não respondeu ao convite.

O Conselho da Paz foi estabelecido por Trump com o intuito inicial de supervisionar a reconstrução e a gestão de Gaza após a ainda incerta desmilitarização do Hamas, porém poderia expandir sua atuação para outros locais de conflito.

Trump será presidente vitalício desse órgão, que tem uma cota de US$1 bilhão por um assento permanente. O dinheiro arrecadado será gerenciado pelo próprio líder americano, porém não está claro qual será o destino desses recursos.

“O Conselho de Paz pode se tornar um dos órgãos mais importantes já criados. Levo isso muito a sério, e todos os países desejam fazer parte”, afirmou Trump.

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