Na terça-feira, 4, a Polícia Federal (PF) realiza uma operação de busca e apreensão com o intuito de investigar a suspeita de lavagem de dinheiro, parte do desdobramento da Operação Sem Desconto. Esta ação foca em irregularidades relacionadas a descontos indevidos em aposentadorias e pensões pagas pelo INSS.
Entre os indivíduos visados nesta ação estão membros da família do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Conforme informações, a esposa, a filha, duas irmãs do senador e o advogado Willer Tomaz estão entre os investigados.
A PF está cumprindo um total de 18 mandados de busca e apreensão que foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal. As ações ocorrem em locais no Distrito Federal e no estado do Maranhão.
Desdobramentos das Investigações
O início das investigações se deu após a detecção de evidências de movimentações financeiras suspeitas e irregularidades patrimoniais. As práticas investigadas teriam sido realizadas por meio do uso indevido de pessoas físicas e jurídicas, valendo-se de contas bancárias alheias, estruturas empresariais e transações com dinheiro em espécie, tudo visando ocultar a origem e o destino dos valores envolvidos.
As investigações continuam para esclarecer detalhes sobre a origem e o destino dos recursos movimentados, além dos propósitos dos repasses e das responsabilidades individuais dos suspeitos.
Operações Anteriores
No mês de dezembro de 2025, o senador Weverton Rocha já havia sido investigado na Operação Sem Desconto. Naquela ocasião, a PF também direcionou mandados contra um assessor parlamentar do senador e o ex-ministro da Previdência, Adroaldo Portal, que teve sua prisão domiciliar determinada juntamente com sua exoneração.
Durante essa operação anterior, foram executados 52 mandados de busca e apreensão, além de 16 prisões preventivas que abrangeram sete estados e o Distrito Federal.
O texto sobre os mandados cumpridos pela PF contra familiares do senador na nova fase da Operação Sem Desconto foi originalmente publicado em Agora RS.








