Segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – foi revisada de 4,4% para 4,36% este ano. Esta estimativa acompanha a queda nas previsões de inflação nas últimas semanas, aproximando-se do intervalo da meta determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Para os anos seguintes, a projeção da inflação também foi revisada, variando de 4,16% para 4,1% em 2026, 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028.
A desaceleração da economia e o recuo da inflação levaram o Comitê de Política Monetária (Copom) a manter a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano. A incerteza do cenário atual levou o BC a manter a postura cautelosa, sem indicar quando serão realizados cortes nos juros.
Os analistas estimam que a Selic caia para 12,13% ao ano até o final de 2026, e para 10,5% ao ano e 9,5% ao ano em 2027 e 2028, respectivamente.
Além disso, a previsão de crescimento da economia brasileira se manteve em 2,25% para este ano, com projeções de 1,8% em 2026, 1,83% em 2027 e 2% em 2028. No campo cambial, a estimativa da cotação do dólar é de R$ 5,40 para o final deste ano e R$ 5,50 para o final de 2026.










