Nesta quarta-feira (14), o plenário do Senado se reunirá para votar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que propõe a extinção da jornada de trabalho 6×1, marcando a quinta e última discussão sobre o assunto no Congresso Nacional.
Para que o texto seja aprovado, é necessário que ao menos 49 dos 81 senadores votem a favor, em ambos os turnos de votação.
A proposta, já aprovada pela Câmara dos Deputados e com parecer positivo da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, conta com forte apoio do governo. Essa iniciativa representa uma das principais pautas defendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em sua campanha pela reeleição. Por esse motivo, espera-se que as duas votações ocorram ainda hoje.
A PEC sugere uma redução da carga horária máxima semanal de 44 para 40 horas, sem implicar em cortes salariais.
Em um movimento surpreendente às vésperas do segundo turno eleitoral, agendado para 25 de outubro, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que é candidato à presidência e crítico da PEC 6X1, mudou sua posição e anunciou seu apoio à proposta, afirmando que isso atende ao desejo “da maioria dos trabalhadores brasileiros”.
Durante sua campanha, Flávio tem promovido uma alternativa na qual as horas trabalhadas sejam remuneradas por hora.
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