O valor de referência do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril, marca que não era alcançada desde 2022. A elevação ocorreu depois de o Irã anunciar, no domingo (8), Mojtaba Khamenei como novo líder supremo, durante o nono dia do confronto com Estados Unidos e Israel.
Diversos produtores suspenderam o fornecimento, provocando receios de interrupções mais prolongadas no transporte marítimo. O impacto foi significativo na Ásia, região que depende da rota do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo global.
As bolsas asiáticas também registraram quedas, como o índice Nikkei 225 do Japão, que caiu mais de 5%. Na Coreia do Sul, o índice Kospi teve uma redução superior a 8%, mas, com intervenção, encerrou com queda de 6%.
Na Europa, o índice FTSE 100 de Londres teve uma diminuição de 1,4%. Paris apresentou queda de 2,59%, Frankfurt de 2,47%, Madri de 2,87% e Milão de 2,71%.
A valorização dos preços provocou repercussões a nível internacional. Donald Trump declarou que o aumento temporário do preço é “um custo muito pequeno a pagar” pela paz mundial.
Ainda hoje terá lugar uma reunião de emergência do G7, sob coordenação da França, atualmente com a presidência rotativa do grupo. O encontro virtual abordará a possibilidade de liberar conjuntamente reservas de petróleo como medida para evitar a escalada dos preços.










