A escassez de diesel já impacta 142 prefeituras no Rio Grande do Sul, de acordo com um levantamento preliminar divulgado pela Famurs (Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul). Esse número representa 45% das 315 administrações municipais que responderam ao questionário da entidade.
Essa situação adversa começou a afetar os serviços públicos e o transporte coletivo em cidades gaúchas. As prefeituras estão priorizando áreas como saúde e transporte de pacientes, enquanto obras e atividades que dependem de máquinas estão sendo suspensas.
A preocupação é que, se a restrição persistir, o problema possa afetar o transporte escolar e o deslocamento de pacientes para outras cidades.
Transporte coletivo afetado
No transporte urbano, algumas cidades já ajustaram suas operações para preservar os estoques de combustível. Em algumas cidades, como Rio Grande e São Leopoldo, os horários de ônibus foram reduzidos para se adequarem à demanda.
Além disso, em municípios como Novo Hamburgo e Bento Gonçalves, foram feitas alterações nos horários de funcionamento das linhas de ônibus, impactando diretamente a população que depende desse serviço.
Onde falta diesel
Segundo o levantamento por associações de municípios, há um maior número de relatos de escassez em regiões como a AMCENTRO, AMESNE e Granpal. Apesar disso, há divergências sobre a gravidade da situação, com a Famurs afirmando que algumas prefeituras já enfrentam falta de diesel e o Sulpetro negando o desabastecimento, apesar do racionamento das distribuidoras para os postos.
A ANP informou que está monitorando o mercado e, até o momento, não identificou restrições na disponibilidade de combustíveis no país.
Essa maior demanda por diesel ocorre em um momento de alta no preço do petróleo no mercado internacional, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. O governo federal anunciou medidas para tentar conter esse avanço nos preços, porém, a desoneração não refletiu nos postos de combustível.
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