O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou oficialmente hoje, em Davos, na Suíça, a criação do “Conselho de Paz” para a Faixa de Gaza, uma iniciativa que ainda gera desconfiança internacional e não conta com representantes palestinos.
A cerimônia contou com a presença de diversos líderes, como o presidente da Argentina, Javier Milei, e o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, levantando suspeitas de que Trump tenha como objetivo estabelecer uma espécie de ONU paralela subordinada a ele mesmo.
“Estamos empenhados em desmilitarizar e governar bem Gaza. Por isso, lançamos o Conselho da Paz. Será algo extraordinário de testemunhar. Assim que o conselho estiver formado, trabalharemos em conjunto com as Nações Unidas”, declarou Trump, que é conhecido por suas críticas à ONU e por ter rompido com diversas de suas instituições.
“Sempre afirmei que as Nações Unidas têm um potencial incrível, mas não o utilizam. Esta é uma grande oportunidade de acabar com décadas de sofrimento e guerra, alcançando uma paz gloriosa para toda a região”, acrescentou.
A criação do Conselho de Paz está relacionada à insatisfação de Trump por não ter sido agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, apesar de sua alegação de ter encerrado oito conflitos ao redor do mundo. Até o momento, 35 líderes confirmaram participação no conselho, que foi criado com o intuito inicial de supervisionar a reconstrução e administração de Gaza após uma possível desmilitarização do Hamas.
Países como França, Noruega e Suécia rejeitaram o convite, enquanto Alemanha, Itália e Reino Unido demonstraram hesitação e não estiveram presentes na cerimônia em Davos. Brasil, China e Rússia também estão relutantes em aderir. O papa Leão XIV foi convidado, mas ainda não se pronunciou.
O Conselho de Paz terá Trump como presidente vitalício e uma contribuição de US$ 1 bilhão por assento permanente. O dinheiro arrecadado será gerenciado pelo próprio líder americano, com o propósito final ainda não totalmente claro.
“O Conselho de Paz pode se tornar um dos organismos mais significativos já estabelecidos. Estou comprometido com isso e todos os países desejam fazer parte”, afirmou Trump.










