Nesta quarta-feira (29), o Senado decidiu não aprovar a indicação de Jorge Messias para assumir uma posição como ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). O resultado da votação foi de 42 senadores contrários e 34 a favor.
Para que sua nomeação fosse aceita, Messias necessitava do apoio de pelo menos 41 dos 81 membros do Senado. Com o desfecho negativo na votação, sua proposta foi arquivada.
A sessão de votação durou pouco mais de sete minutos, e após a apuração dos votos, Davi Alcolumbre, presidente do Senado, anunciou o encerramento por volta das 19h15.
A negativa à indicação ocorreu poucas horas após a aprovação do nome de Messias pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que contou com 16 votos a favor e 11 contra. O colegiado também havia dado autorização para que a indicação fosse levada ao plenário naquele mesmo dia com urgência.
Messias foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para preencher a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, que se aposentou de forma antecipada do STF em outubro de 2025.
Sabatina no Senado
Na sabatina realizada, Messias argumentou em favor da autocontenção do Supremo em questões que geram divisões na sociedade. Ele se identificou como evangélico e enfatizou sua defesa pelo Estado laico.
Ao ser questionado sobre o aborto, afirmou ser “totalmente contra” e ressaltou que esse assunto deve ser discutido no Congresso Nacional, não no Judiciário.
Além disso, Messias abordou temas como conflitos fundiários, o marco temporal das terras indígenas e os eventos golpistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023.










