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Copom reduz Selic para 14% ao ano mesmo com inflação ultrapassando a meta estabelecida

Nesta quarta-feira, dia 5, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu diminuir a taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) em 0,25 ponto percentual, estabelecendo-a em 14% ao ano. Essa escolha foi realizada em um contexto onde a inflação apresenta desaceleração, embora ainda esteja acima do teto da meta estabelecida.

Conforme as projeções coletadas na pesquisa Focus, as expectativas para a inflação são de 5% para o ano de 2026 e 4,2% para 2027. No cenário base apresentado pelo Copom, as previsões apontam para uma inflação de 5,1% neste ano, seguida por 3,8% em 2027 e 3,2% no primeiro trimestre de 2028.

O comitê observou uma moderação gradual na atividade econômica, com diferentes desempenhos entre os setores e um mercado de trabalho que continua aquecido. Os riscos relacionados à inflação se mantêm altos, especialmente em relação a fatores que podem exercer pressão sobre os preços.

Dentre esses riscos estão as expectativas que permanecem acima da meta estipulada, a resistência da inflação nos serviços, uma possível desvalorização prolongada do real e estímulos ao consumo que possam manter a atividade econômica acima do seu potencial.

Além disso, o Copom mencionou incertezas ligadas aos conflitos no Oriente Médio, à política monetária das economias desenvolvidas e à volatilidade nos preços de ativos, petróleo e outras commodities.

A extensão do ciclo de cortes na taxa de juros não foi especificada. O comitê indicou que futuras decisões dependerão dos novos dados sobre inflação, atividade econômica, expectativas e política fiscal.

Entidades gaúchas percebem alívio limitado

A FIERGS (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul) considerou o recente corte como adequado, mas destacou que as taxas ainda continuam restritivas para o crédito voltado a empresas e famílias. A entidade defendeu a necessidade de avanços no equilíbrio das contas públicas para viabilizar uma redução duradoura nas taxas.

A Fecomércio-RS também expressou que essa decisão era aguardada e traz algum alívio tanto para empresas quanto para consumidores. Porém, a entidade ressaltou que os juros ainda permanecem estruturalmente altos e pediu um ajuste fiscal focado nas despesas.

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