Polícia Federal realiza operação para prender envolvidos em conflitos indígenas no Rio Grande do Sul

A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta sexta-feira (04) a Operação Carreteiro, que investiga diversos crimes praticados em decorrência de conflitos indígenas no Rio Grande do Sul.

Cerca de 110 policiais federais cumpriram 21 mandados de prisão preventiva e 28 de busca e apreensão nos municípios de Água Santa, Tapejara, Charrua e Passo Fundo. A ação contou com o apoio da Brigada Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros, do IGP (Instituto-Geral de Perícias) e da Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários). Ao todo, mais de 300 agentes públicos participaram da operação.

Em junho, índios do Posto Indígena Carreteiro, em Água Santa, entraram em conflito pela disputa da liderança local, motivada por divergências na divisão das terras e na gestão de cargos e recursos. Um dos grupos foi expulso da aldeia e atualmente se encontra em um abrigo no município, enquanto o outro grupo controla a reserva.

Durante as investigações, a PF apurou que os dois grupos rivais, reforçados por indivíduos de outras áreas indígenas, estão armados e vêm praticando diversos atos violentos nos últimos três meses, inclusive em zona urbana, contra pessoas e bens materiais.

O inquérito da PF apura quatro tentativas de homicídio, organização criminosa, porte ilegal de arma, ameaças, lesões corporais e incêndios criminosos em residências.

“As prisões e as buscas realizadas com a deflagração da Operação Carreteiro têm por objetivo fazer cessar a violência na região e a retomada da normalidade na aldeia e no município, além da coleta de informações e provas que auxiliem na identificação dos autores e partícipes dos crimes”, informou a PF.