Grupo saiu pela porta da frente do Presídio Central devido a entendimentos diferentes de juízes

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Maior apreensão da erva no ano no Rio Grande do Sul ocorreu em um galpão no bairro Navegantes, na última quarta (10)Divulgação / Brigada Militar

Os seis homens presos em Porto Alegre com 4,6 toneladas de maconha e soltos após alegarem violência policial estão foragidos da Justiça há sete meses. A carga encontrada com eles em um depósito no bairro Navegantes, em julho de 2019, foi a maior apreensão da droga na Capital no ano passado.

Em janeiro de 2020, a denúncia contra o grupo, oferecida pelo Ministério Público, foi aceita pela Justiça. Com isso, os seis respondem por tráfico e associação para o tráfico de drogas. A denúncia havia sido entregue no mês anterior, dezembro de 2019, pela Promotoria de Justiça Criminal de Porto Alegre.

Os suspeitos saíram pela porta da frente do Presídio Central de Porto Alegre devido a entendimentos diferentes de juízes. Presos pela Brigada Militar, eles alegaram que sofreram violência policial e, por isso, uma juíza plantonista ordenou que fossem soltos. Horas depois, outra magistrada determinou a prisão deles. No intervalo entre as decisões, o grupo recebeu o alvará de soltura e nunca mais se apresentou às autoridades.

Os procurados são Nycollas Carvalho de Souza, Fabrício Santos Raulino, Jeferson Chiabotto Moreira, Emerson Daniel Bento da Silva, Marcio Paulo Trindade e Luciano Carvalho Junior. GaúchaZH tenta contato com a defesa dos citados.

A Delegacia de Capturas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) ainda tenta localizar os suspeitos.

— Já fizemos e ainda estamos fazendo diligências — resumiu o delegado Arthur Raldi, titular da delegacia.

Em função da não apresentação dos foragidos, ainda em janeiro, a juíza Keila Lisiane Kloeckner Catta-Preta suspendeu as habilitações para dirigir dos seis.

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Carga estava sendo descarregadaDivulgação / Brigada Militar

“Ainda, considerando que os denunciados não se apresentaram em juízo para fins de cumprimento das medidas cautelares fixadas em plantão e, quando decretada a prisão preventiva, não foram localizados para fins de cumprimento dos respectivos mandados, estando, atualmente, foragidos, constata-se que estão os mesmos colocando em risco a sociedade”, anotou em sua decisão.

A prisão e a soltura

No dia 10 de julho, 4,6 toneladas da droga foram encontradas em um depósito na Travessa Doutor Heinzelmann, bairro Navegantes, na zona norte de Porto Alegre. Seis homens foram presos no local, os demais fugiram. Dois dias depois, no entanto, a juíza Lourdes Helena Pacheco da Silva, do serviço de plantão do Foro Central, mandou soltar os suspeitos. Horas depois, após pedido do Ministério Público, a juíza Vanessa Gastal de Magalhães ordenou a prisão dos seis. No entanto, eles já haviam sido liberados.

Contraponto 

O que diz Jeferson Chiabotto Moreira
O advogado de Jeferson, Pedro Surreaux, disse que seu cliente nega as acusações e afirma que “e o carro em que (Jeferson) estava foi parado pelos PMs e (ele) acabou preso.”