Ato ecumênico reafirma críticas de bispos ao governo por gestão da pandemia

Ato ecumênico pela democracia reforça postura de integrantes da igreja católica. Em carta, os membros da igreja reforçaram o dever do posicionamento e criticam o governo federal pelos desmandos às mazelas brasileiras, frases como: “O desprezo pela educação, cultura, saúde e pela diplomacia nos estarrece”, constam no documento. Participaram representantes de várias religiões, como o pastor Ariovaldo Ramos, da Frente de Evangélicos Pelo Estado de Direito. “O direito dos trabalhadores, precarizar o trabalho, acabar com a aposentadoria, acabar portanto tanto com o presente e o futuro do trabalhador não pode”, afirma.

Artistas, jornalistas e ex-ministros se revezaram na transmissão virtual, que contou com a presença da Monja Coen. “Precisamos nos manifestar e criar causas e condições para que hajam mudanças efetivas para compaixão e a sabedoria perdurarem”, disse. A carta ao povo de Deus conta com o apoio de 152 bispos brasileiros contra o governo do presidente Jair Bolsonaro, sua política econômica e, sobretudo, contra a conduta do governo perante a pandemia do coronavírus, quando o Brasil completou 100 mil mortes pela Covid-19. O bispo auxiliar de Belo Horizonte, Dom Vicente de Paula Ferreira, lembrou das as trocas no Ministério da Saúde. “Cem mil vítimas que morreram não são cifras, são histórias, são pessoas. Isso nos faz erguer a nossa voz em denúncia“, diz o representante. O evento foi transmitido pela TV dos Trabalhadores, emissora ligada à CUT,

*Com informações do repórter Marcelo Mattos