O advogado Edmundo Santana, responsável pela defesa do médico urologista Eufanio Estefano Saqueti, preso ontem durante operação que investiga o reaproveitamento de materiais cirúrgicos, em Campo Mourão, disse hoje que ele é inocente das acusações.

Saqueti está detido de forma temporária, por 30 dias, em cela separada na 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão.  Santana evitou dar detalhes do caso, afirmando que a investigação é sigilosa. No entanto, ele assegura que o médico mourãoense vai provar sua inocência.

“A investigação está na fase inicial e em respeito à autoridade policial, vamos manter o sigilo. No entanto, sobre o Dr. Eufânio, ele está buscando esclarecer todos os pontos, a defesa entende que há material para demonstrar que o mesmo não praticou nenhum ilícito”, declarou.

O advogado aponta o tempo de serviço prestado pelo médico para tranquilizar seus pacientes. “Todos os atos tomados por ele nesses 20 anos de medicina sempre foram legítimos, probos e corretos, por isso estamos aqui para esclarecer os fatos para a população, especialmente aos seus pacientes. Podem ter certeza de que ele vai esclarecer todos os pontos e demonstrar, acima de tudo, que esses fatos vinculados ao seu nome não tem fundamento, demonstrando a sua inocência”, disse o advogado.

Sobre a prisão temporária, Santana disse que a defesa está aguardando a conclusão da investigação, mas fazendo todos os esforços para que o médico possa ter a prisão relaxada até mesmo antes do prazo.

MATERIAIS DEVERIAM SER DESCARTADOS

Os alvos da ação são suspeitos de utilizar materiais cirúrgicos irregulares. Conforme apurou as investigações, cateteres e outros equipamentos, que deveriam ser descartados após uso único, eram utilizados em até 15 cirurgias.

Conforme apurado, materiais que possuem um custo de R$ 1,2 mil eram adquiridos pelos profissionais da saúde por R$ 250 a R$ 300 e reutilizados muitas vezes. Ressalta-se que todos os equipamentos eram completamente descartáveis e nenhum órgão responsável pela área autoriza esterilização e reuso dos mesmos.

Os alvos da ação devem ser indiciados por associação criminosa, falsidade ideológica de documento particular e adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.

Também houve prisões de médicos em Ivaiporã, Francisco Beltrão, e no estado de Goiás – Goiânia e Rio Verde.