PT se exime cínica e preventivamente da responsabilidade de seus atos

Às vésperas do julgamento de Lula no TRF4, os dirigentes petistas garantem que o PT zelará por manifestações pacíficas.

A ex-ministra petista Eleonora Meniccuci disse à Folha: “nosso lado tem consciência perfeita que nossa luta é justa e, por ser correta, é uma luta pacífica. Nós não entraremos em provocações”.

Eleonora Meniccuci, no entanto, afirmou que “o controle das massas é muito difícil”.

Por “massas”, entenda-se, por exemplo, Guilherme Boulos e suas tropas de vândalos.

A cúpula do PT conta com seus extremistas de estimação para fazer o trabalho sujo, enquanto posa de pacifista para enganar trouxa.

É o velho jogo duplo petista.

Tanto é que Boulos escreveu no Twitter:

“Agora é um pouco tarde… O presidente do TRF4, aquele que disse que a sentença de Moro era irretocável sem ler a prova dos autos está ‘preocupado com conflitos’. Quem produziu conflitos e acirrou os ânimos foram os magistrados atropelando a lei e condenando sem provas”.

Ou seja: Boulos acusa o TRF4 de produzir conflitos e o presidente do tribunal de não ter lido a prova dos autos.

É a enésima vez que um extremista de esquerda acusa os outros de fazer o que ele próprio faz.

Já Pepe Vargas, presidente do PT do Rio Grande do Sul, disse estar apreensivo com a presença de infiltrados nos atos petistas marcados para o dia 24. Quer dizer: o mesmo PT de José Dirceu, que pregou o uso do ódio e da revolta como elemento de luta e combate, à moda Che Guevara, agora já culpa os “infiltrados”.

Segundo Pepe Vargas, haverá militantes credenciados para identificar os infiltrados e orientados para deter rixas. “Estamos orientando nossos militantes a não cobrir o rosto. Não temos por quê”, disse.

Em suma: o PT se exime cínica e preventivamente da responsabilidade pelos seus próprios atos.